junho 21, 2009

1ª Avaliação de G2: Economia Básica.

Posted in 1º Semestre, Economia Básica, G2 às 5:32 pm por Mila Ramos

Cara Pessoa,

Estamos agora na época da G2, segunda avaliação semestral, e, abrindo a série de provas, está o professor Iguarassu com a nobre disciplina Economia Básica.

Como vocês puderam ver no post sobre a avaliação G1 de economia, eu estava otimista e esperançosa de que havia obtido boa pontuação, porém as coisas não foram bem como eu imaginei, e acabei ficando com 6,7pts na primeira fase do 1º semestre, onde a pontuação mínima seria 7pts. Azarada, como só eu, NUNCA havia faltado na faculdade, e na ÚNICA vez que faltei o professor passou uma atividade valendo 0,5pts extras para cobrir a nota da G1. afff….

Mas, como diriam os jogadores de futebol, “bola pra frente, tamos aí,o professor ta fazendo um bom trabalho, vamo tentar recuperar, o time ta unido agora, vamos tentar conseguir um bom resultado aí…e é isso aí, fé em Deus!”.

A segunda avaliação trouxe como conteúdo:
Macroeconomia
Economia Internacional
Artigo “Investir em educação, saída para a crise”

Serei sincera, apesar de necessitar muito desses pontos, não consegui estudar para a prova e nem prestar muita atenção nas aulas. Fiz a prova com a cara e a coragem, baseada nas atividades que havia feito em sala de aula e uma rápida leitura das 3 primeiras páginas de uma das apostilas. Mas, como Deus é bom e misericordioso, acabei acertando todas as questões, pois pediam exatamente as únicas coisas que eu sabia. \o/ \o/ \o/

Segundo as minhas contas, creio que consegui passar no semestre sem precisar passar por G3.
Torçam por mim!
E, se eu pegar quem inventou a economia, eu juro que mato!!!!

Se você não não leu ou não lembra da primeira avaliação, refresque sua memória AQUI!

O problema não é você, sou eu…

Posted in 1º Semestre, Luciano Araújo, Sociologia às 5:21 pm por Mila Ramos

As desculpas mais doloridas de se ouvir são aquelas que você deveria ter pedido, e não as ouvido.

Nesse final de semestre, a matéria Sociologia Geral passou a ser uma pedra no sapato da consciência dos alunos da 1JRN e do professor Luciano Magnus. É, quando uso a palavra “consciência”, estou me referindo exatamente ao senso de culpa que emana do íntimo de nosso hedonismo.

Na última quarta-feira, o professor Luciano veio à sala de aula e pediu desculpas aos alunos por não ter conseguido nos estimular o suficiente no que diz respeito à aplicação e análise de seu conteúdo em sala de aula. Pediu desculpas por não ter sido suficientemente capaz de nos conduzir ao interesse pela sociologia atual e principalmente por não ter conseguido nos instigar à desafiar o sistema, à ousar, provocar novos questionamentos, novas investigações, novas formas de ver o quadro social brasileiro e mundial ou pelo menos regional.

Ele já havia conversado diversas vezes conosco no intuito de nos despertar para isso. Usou de todas as alternativas e recursos possíveis por ele para nos chacoalhar e extrair o máximo de atenção e interesse possível.

A frase que mais me chocou foi: “…espero que nos próximos semestres vocês tenham melhores professores do que eu…”.

Nessa hora senti arrasada por dentro, foi como se ele houvesse me pedido desculpas por eu ter-lhe dado um tiro à queima roupa. Toda a sua frustração estava ali naquela frase, toda a dor de um trabalho mal acabado, um projeto destruído e um sentimento de sub-aproveitamento latente.

Na verdade a culpa nunca foi do Luciano. Ele nunca falhou como professor, em nenhum momento. Toda a culpa foi da turma.

Creio que pelo choque da teoria do 1º semestre em contraste com as nossas afoitas expectativas, ficamos um tanto desestimulados com TODAS as disciplinas ministradas.

O caso é que não líamos as apostilas, os livros recomendados, não prestávamos atenção nas aulas, não queríamos aquilo tudo. Por mais que o Luciano se esforçasse nós não queríamos aprender, e quanto à isso ele não pode fazer nada, e tenho certeza que se houvesse alguma outra forma de nos alcançar, ele o faria. O nosso livre arbítrio nos guiou à inércia total.

A diferença é dos professores o Luciano foi o único que realmente se importou com essa situação de forma pessoal e não só profissional, e eu o admiro por isso. Converso muito com ele tanto na internet quanto na faculdade, hoje o tenho como um bom amigo e sei que ele também me considera dessa forma. Espero que mais lá na frente possamos trocar idéias nos núcleos de debate, dessa vez por livre iniciativa e sem compromissos com notas semestrais. Rsrs. Ele é uma pessoa maravilhosa e um super profissional. Pena que não soubemos valorizar isso da forma que deveríamos.

Sinto muito por todos os transtornos que lhe causamos. Sinto muito por ser tão dispersa. Sinto muito por todas as conversas paralelas e bilhetes entre eu e a Marcelle. Sinto muito por todas as apostilas que eu não li, vídeos que eu não assisti, aulas que eu não participei ativamente, iniciativas acadêmicas que eu não tomei, perguntas que eu não fiz, pelas vezes em que meu corpo estava na sala e a minha mente nas nuvens.

Espero sinceramente que nos próximos semestres você tenha alunos melhores do que eu fui.

P.S.: Vale ressaltar que há algumas exceções entre a turma de pessoas que realmente se interessaram, estudaram e se dedicaram às disciplinas do curso. À eles, meu respeito e admiração.

Até Mais,

Mila Ramos

junho 1, 2009

Eu odeio a imprensa marrom

Posted in 1º Semestre, Pílulas de Conhecimento às 8:08 pm por Mila Ramos

CAMPANHA CONTRA A IMPRENSA MARROM!!

Alcione - a marrom

Alcione - a marrom

Por um mundo com menos notícias sobre a Alcione

Banho de Comunicação 2009

Posted in 1º Semestre, Banho de Comunicação, Exposição de Trabalhos, Oficinas e Palestras às 7:44 pm por Mila Ramos

Pessoa, tenho novas pra lhe contar.

Dias 28 e 29 de Maio os acadêmicos de Comunicação Social da faculdade levaram um banho!

Higiene pessoal à parte, participamos do Banho de Comunicação 2009, evento direcionado aos alunos Publicidade e Propaganda, Jornalismo e Relações Públicas, com objetivo de integrar os acadêmicos e aumentar suas habilidades e conhecimentos nas diversas áreas da comunicação.

A programação foi dividida em duas fases, na primeira, no dia 28, foi-nos apresentado dois perfis de projetos sociais que serviriam de base para o desenvolvimento dos projetos do dia seguinte. Conhecemos o trabalho da “Escola Agrícola Pe. João Piamarta”, instituição católica para educação fundamental de crianças em situação de risco social, e o do projeto “Bombeiro Cidadão”, uma iniciativa do Corpo de Bombeiros Militar que proporciona educação disciplinar, desportiva e treinamento socorrista à adolescentes de baixa renda.

Piscina da Comunicação

Piscina da Comunicação

Na segunda fase, realizada no dia 29, recebemos kits de cores variadas, à escolha do acadêmico. Fomos, então, divididos em equipes tendo como único critério a cor do kit escolhido. Cada equipe recebeu uma tarefa diferente (nos ramos de PP, JOR e RP).

Cursos misturados, semestres misturados, missões entendidas, partimos pra prática. Deveríamos entregar os resultados em 90min., e apresentá-los no auditório.

Logo que cheguei à faculdade pesquei a trama das cores dos kits, dessa forma induzi meus colegas a pegarem a mesma cor, e na falta de um kit com a minha atual cor preferida (roxo/lilás), catei um laranja. Só depois fui perceber que havia kits lilases também, creio que o universo conspirou pra que eu não me contaminasse com idéias macabras de mudar de área ao experimentar tarefas de outros cursos.

Dessa forma, o grupo laranja (os Sukitas), ficaram responsáveis pela cobertura jornalística do evento, em formato de vídeo e Blog. Eu fiquei com a parte do blog, apesar de gostar muito de TV também, mas meu amor maior por enquanto tem sido as palavras. No fim acabei fazendo o mesmo que faço todos os dias: tentar dominar o mundo, digo, postar no blog de Comunicação Social.

Tudo muito lindo, tudo muito legal, tudo muito tranqüilo…tranquilo demais pra mim, uma pé frio de plantão. Veio , então, o problema: Os computadores do laboratório estavam bloqueados para acessar a conta do blogspot em que postaríamos. Faltando poucos minutos não tínhamos como postar as matérias, fomos salvos pelo computador da moça da recepção da sala da coordenação de cursos. Não satisfeitos, o computador do salão de atos não conseguiu abrir o blog salvo em meu pen drive, e ainda o infectou com vírus desenvolvidos por sangrentos talibãs eremitas e agiotas.

Mas, apesar de eu ser um dos exemplos encarnados da Lei de Murphy, no final deu tudo certo, como sempre.

O vídeo (do qual eu não tive participação na confecção), foi ótimo também, parabéns aos meu queridos coleguinhas. Priscila, sua voz estava uma belezura, doce como você!

Todos os grupos foram ótimos, e apresentaram projetos e soluções criativas e empreendedoras. Parabéns!

Fazer o quê?? Temos que entrar no espírito da festa

Fazer o quê?? Temos que entrar no espírito da festa

Obrigada à Profª Jacinta, que nos orientou, correu junto comigo subindo e descendo as escadas da faculdade, além das inúmeras viagens de elevador, espero que quando for nossa professora em sala de aula já tenhamos superados essas recordações amargas (rs).

Todos os Links no decorrer do texto estarão encaminhando para as matérias produzidas pelo grupo laranja para o blog de Comunicação Social no dia 29.

Tem muitas coisas que gostaria de escrever aqui, sobre esse dia, mas não posso, afinal, tenho uma reputação à preservar! (morram de curiosidade).

Até Mais!

Mila Ramos

Saneamento Básico – O Filme

Posted in 1º Semestre, Filmes às 7:09 pm por Mila Ramos

Na segunda sessão do Cinema SEAMA assistimos “Saneamento Básico – O Filme”, com roteiro e direção de Jorge Fernando.

O filme conta a história da comunidade de uma cidadezinha da serra gaúcha, que no intuito de conseguir recursos públicos para a construção de seu sistema de esgoto sanitário, acaba verificando que os recursos para o saneamento básico estão esgotados,  e a única verba disponível era destinada à gravação de um filme de ficção. Eles resolvem, então, se aventurar gravando um vídeo de 10min. para conseguir o dinheiro necessário à construção da fossa.

Saneamento Básico - O filme

Saneamento Básico - O filme

Volto à enfatizar que não entendo muito de cinema “a arte”, mas sei quando algo me agrada ou não, e “Saneamento Básico” caiu nas graças do meu refinado gosto para filmes meio trash (rs).

Depois do filme houve um debate sobre os conceitos de sustentabilidade, com o professor Antônio Kober, e sobre o cinema tecnicamente dito, com a professora Adriana Pio.

Apesar de todos os apelos sociais do filme, mostrando como a mobilização popular pode resolver crises e mover as mãos lentas e pesadas do poder público, o que mais me encantou no filme foi o maravilhoso processo de “Produzir um vídeo”.

Existe dentro de mim uma força vibrante e explosiva que é completamente apaixonada pela criação e produção. Essa característica se reflete em TODOS os âmbitos da minha vida.

É mágica a sensação de criar algo novo, de fazer com suas próprias mãos, seu próprio esforço, suas próprias idéias, seu próprio gosto e depois ver o fruto do seu trabalho presenteando alguém, sendo usado ou apreciado por outras pessoas. Músicas, desenhos, objetos, arte gráfica, textos, roteiros, vídeos, enfim, não precisa necessariamente ser O MELHOR, basta que seja O MEU MELHOR, EU naquilo.

No filme, enquanto eles produzem o video, apesar de ser um processo totalmente sem sentido profissional e até mesmo tosco ao extremo, é lindo, único e verdadeiro.

Prova disso é que o final do filme não se concentra na construção da fossa sanitária da cidade, mas sim no impacto pessoal e social que aquele filme proporcionou àquelas pessoas.

Sempre tive minhas crises áudio visuais, criar roteiros, clips, vídeos, “filmes”, produtoras e tudo mais. Toda vez que terminava um vídeo e o via se desenrolar ali na televisão sentia o mesmo que os personagens sentiram ao ver seu vídeo “O Monstro do Fosso” pronto.

O filme me levou a refletir sobre a determinação, esforço e ousadia. E também sobre o quanto as pessoas são capazes e brilhantes nas suas limitações, sejam elas quais forem, econômicas, físicas, acadêmicas, pessoais ou emotivas.


Até mais!


Mila Siegal.

maio 28, 2009

A crise do 1º Semestre

Posted in 1º Semestre, Comunicados, Oficinas e Palestras às 6:17 pm por Mila Ramos

Oi, Pessoa! Bem vinda!

Creio que todo calouro (excluindo os que já trabalham na área que escolheram para sua graduação), seja de qualquer curso, tem alguma forma de crise de identidade vocacional  quando começa a se deparar com a realidade do curso e mercado de trabalho. Não foi diferente com a blogueira que vos escreve.

Meu sonho era ser ou jornalista, ou escritora, ou cantora, ou traficante. Brincadeira! Nunca quis ser cantora.

O caso é que me sinto como a menina feia e gordinha que sonha em ser miss, entende? Sinto que apesar de eu querer muito ser jornalista, e me encantar com a redação de revistas e jornais, o desafio, o glamour da profissão, a falta de rotina, a brilhantismo das matérias e tudo mais, talvez eu simplesmente não tenha nascido com “AQUILO” que faz de alguém um bom jornalista, assim como a menina feinha não nasceu com as pernas do mesmo tamanho.

Eu sei que posso me formar jornalista, mas não quero ser uma profissional medíocre.

Olho para algumas pessoas que também são acadêmicas, e que eu admiro bastante, e penso “Nossa, eu não sou como ela, eu nunca conseguiria ser tão brilhante assim! Eu sou péssima. Ela sim tem ‘AQUILO’ pra ser jornalista de verdade”. E isso é frustrante demais. Para ser jornalista é preciso ser articulado, entrosado, comunicativo, esperto, detalhista, observador…e eu não sou assim. Sou tímida demais com pessoas que não conheço ou não tenho intimidade. Não sei me “entrosar”, nem puxar assunto com desconhecidos. Tenho vergonha e receio de estar enjoando as pessoas, tenho horror a ser inconveniente, petulante, enxerida. Eu só sou “eu” com as pessoas que eu conheço, e aquelas que tomam a iniciativa de se aproximar de mim, aí eu me solto, mas sou muito tímida com o mundo fora da minha redoma de amigos. O interessante é que não tenho dificuldades em falar em público ou apresentar com a banda no palco, mas tenho dificuldades no relacionamento pessoal com as pessoas que não fazem parte do me círculo de amizade. Então como eu seria uma jornalista muda, matuta e bicho-do-mato?

Essa é a clássica síndrome do 1º semestre, de que Freud tanto falava (ok, ele nunca falou isso).

Decidi então que estudaria Publicidade e Propaganda no próximo semestre, por ser muito interessante e ter tudo a ver comigo.

Como eu não era a única a passar por esse dilema, a turma pediu uma espécie de palestra com alguns profissionais da área do jornalismo para sanar algumas dúvidas existenciais da galera.

Ontem, houve a conversa com a presença da editora chefe do Jornal do Dia (impresso), o editor chefe do “A Gazeta” (impresso) e uma jornalista da Inove Comunicação (que assessora a faculdade).

A conversa foi ótima, apesar da pouca participação dos alunos do 1º semestre. Vi que o leque de possibilidades era imenso. Como já havia trabalhado como editora de vídeo em uma produtora, pensei em ser diagramadora ou editora de imagens mesmo, o que me renderia menos constrangimentos com a minha timidez.

Ao final da conversa, fui até a Flávia (Jornalista da Inove Comunicação), e perguntei a ela sobre a minha angustiante timidez e embaraço. Nossa, gentilmente ela abriu a minha mente e sanou todas as minhas dúvidas. Ela disse que passou pela mesma dificuldade que eu, contou histórias bem parecidas com as que eu sou acostumada a passar, me identifiquei muito com a maneira que ela disse que trabalhava no começo, e tratava com as pessoas. Então ela falou que essa barreira tem que ser rompida com o tempo e esforço, tenho que “meter a cara”, me acostumar e adaptar. Apesar de algumas pessoas já nascerem com essas características, eu posso aprendê-las na marra. Ela conseguiu, eu consigo também, é só uma questão de tempo, esforço, experiência e determinação.

A melhor palestra para mim aconteceu fora da sala de aula.

Obrigada, Flavia. Vou passar o seu email pra menina caolha que quer ser miss entrar em contato para uma palavra de paz e otimismo.

Decidi que me formarei em Jornalismo e serei jornalista e publicitária.

E por outro lado, já pensou como seria tosco se o blog passasse a se chamar “Por uma nova Publicidade e Propaganda” agh!

Meu nome não é Johnny, eu juro!

Posted in 1º Semestre, Filmes, Oficinas e Palestras às 6:13 pm por Mila Ramos

Pessoa, como vai você? Eu vou bem, obrigada.

Dia 20 de Maio a faculdade promoveu a primeira edição do projeto CINEMA SEAMA, uma forma de promover o debate e a análise de casos pelos alunos através de um estudo dirigido de um filme exibido no salão de atos.

O primeiro filme foi “Meu nome não é Johnny” , uma produção brasileira dirigida por Mauro Lima, que conta a história verídica de João Guilherme Estrella, baseada no livro homônimo escrito por Guilherme Fiusa.

No filme, João (Selton Melo) é um jovem carioca de classe média usuário de drogas que sustenta seu vício com o tráfico de cocaína. O filme o pinta como alguém inconstante, inconseqüente e inofensivo, tenta mostrar que ele não era um chefão do tráfico cruel e calculista, e sim um rapaz que não via o que fazia como crime, e acreditava que era só uma forma de aproveitar a vida e pagar os gastos com o consumo de drogas. Depois de ser pego juntamente com seus amigos, preparado uma segunda viagem à Europa com 6 kg de cocaína para exportação, João se sente mal e culpado pela primeira vez por tudo que havia feito, assume sozinho a culpa pela droga encontrada, e pede desculpas públicas à sua mãe, por ter que passar por aquele desapontamento com o filho único. A Juíza que acompanhou o caso de João foi clemente com o réu, o condenando à internação em um hospital de reabilitação pelo prazo de dois anos. Ao sair, ele largou o mundo do tráfico, e tornou-se produtor musical, provando assim que a reabilitação do indivíduo infrator é possível, e que o ser humano é capaz de tomar novos caminhos.

Eu não entendo muito de cinema, mas sei quando gosto ou não de algo, e  AMO assistir bons filmes (à minha classificação). Portanto, darei a minha opinião leiga, sem analisar o filme como “a arte”, e sim a mensagem dele.

Após o filme o professor Luciano Araújo (Sociologia), dirigiu um debate sobre o tema, e era impressionante como as pessoas defendiam e louvavam a ousada atitude do “Johnny” em ser honesto assumindo suas faltas e reabilitando sua conduta. O caso é que vejo isso da mesma forma como vejo um cidadão parabenizando o Prefeito por pavimentar uma avenida.
Deixe-me explicar: ambos, João e o Prefeito, não fizeram nada mais do que suas obrigações. Não são, portanto, melhores do que alguém que sempre o fez.

As pessoas estão tão acostumadas com um sistema social debilitado e sem valores sólidos de moral, que se deslumbram com qualquer resquício de decência, honestidade ou ordem que faísca em seus dias, não deveria ser um acontecimento bombástico um cidadão devolver a carteira endinheirada a um desconhecido, ou o sistema penal reabilitar um infrator à sociedade, ou até mesmo um prefeito dar merenda às escolas. Isso é o que tem que ser esperado por nós, infelizmente não é dessa forma.

Ao ver as pessoas quase derramarem uma lágrima de orgulho e esperança por um mundo melhor quando o João assume a responsabilidade pelos seus erros e pede remissão à sua mãe no júri, todos imediatamente esqueceram tudo o que ele fez, e que  estava ali contando outra mentira para absolver seus amigos da culpa, que ele havia negado todas as acusações resolvendo assumir a culpa unicamente pela falta de opção de saída para aquela que era uma situação de condenação flagrante.

Não estou jogando a atitude dele no lixo, absolutamente, acredito na capacidade humana de mudar seus destinos, porém só não quero que se pinte como herói alguém que nunca agiu como um. Sua amiga Laura (Rafaela Mandelli), por exemplo, que foi apanhada com ele na embalo da cocaína, apareceu no julgamento com uma bíblia, recitando provérbios e dizendo-se agora “Salva por Jesus”, porém na hora de assumir seus erros inventou uma história boba e sem sentindo negando tudo, e viu seu amigo ser preso por um crime que todos cometeram. É a mesma situação, só que em ordem inversa. Ela parecia uma boa moça, mas suas atitudes mostraram o contrário, já João, encurralado, tomou as atitudes duvidosas com meias verdades para assumir sua culpa, e depois foi pintado de bom moço.

Conheço várias pessoas que mudaram suas vidas para melhor, e as apoio e admiro por terem força de vontade de serem diferentes, porém não os coloco como as divindades e símbolo de um ideal de sociedade restaurada, totalmente bons agora e sem dívidas morais. Elas tomaram a decisão certa, de viver em paz, mas qual foi a motivação delas? Qual foi a verdadeira motivação do João? Arrependimento genuíno pelas suas faltas? Isso não podemos responder, pois cada um sabe de si, mas vale analisar toda a história e pensar em quantos infratores arrependidos existem nas cadeiras dos tribunais, ou nos presídios. Tenho certeza de que grande parte das pessoas que são pegas pela justiça ou entram em “roubadas” se arrependem amargamente de terem caído naquela situação, eles todos deveriam ser soltos? Ou pegar penas leves, quem sabe? Afinal estão arrependidos! Com vergonha da família, sem estudo ou desesperados pela dura realidade da vida.

Volto a enfatizar: Apóie as pessoas que precisam de força para mudar seus caminhos tortos, mas não os faça sentir heróis ou pop stars por estarem fazendo algo que na é nada mais do que sua obrigação.

Próximo Filme: Saneamento Básico

Mostra Cultural 2009 – Região Sul

Posted in 1º Semestre, Desventuras, Exposição de Trabalhos, Mostra Cultural às 6:09 pm por Mila Ramos

Olá, Pessoas!!!

Apesar de todas as desventuras e provações durante a semana antecedente, a Mostra Cultural foi um sucesso, graças à Deus.

Como havia dito no último post sobre o Rock Gaúcho, minha banda estava se preparando para tocar no evento, fomos à uma reunião onde nos foi passado que tocaríamos 15min. nos dois dias. Tudo certo.

Exatamente um dia depois que nos inscrevemos na Mostra minha garganta inflamou e eu fiquei totalmente sem voz (lembrando que eu sou a vocalista da banda), foi incrível, isso nunca tinha me acontecido antes! Logo meus colegas de turma entraram e desespero junto comigo, os dias iam passando e a minha voz não voltava de maneira alguma. Depois que a inflamação passou, fiquei profundamente rouca.

Recebi todos os conselhos e mandingas possíveis para melhorar rápido, meu amigo André disse “Não dorme! Se não tu vais acordar sem voz!”  Batata! Passei dois dias sem dormir, ligadona, com medo de acordar muda. Estava tão sensível à esperança alheia que se me dissessem “Se você comer cocô fresco amanhã estará com a voz 100%” e me garantissem que daria mesmo certo, eu juro que comeria, tamanha a minha angustia.

Tenho uma imensa dificuldade de tomar remédios líquidos, por ser muito sensível ao gosto deles, mas fazia os gargarejos mais horrendos, nojentos e repugnantes na esperança de recuperar a minha voz. Não satisfeita com o chá do gengibre, passei a ingeri-lo cru, mesmo. Estava desesperada!

O pessoal da banda nunca tinha tocado a maioria das musicas, nem ouvido. Costumamos ensaiar as musicas próprias, raramente fazemos cover. E tivemos só dois ensaios de 2 horas pra pegar todas as musicas, e isso sem eu cantar, só no instrumental.

Pra piorar tudo eu pronunciei a frase mais amaldiçoada das pragas humanas “Caraca… Isso não poderia ficar pior! O que mais falta acontecer?!”. Eu responderei a minha própria pergunta: Na quarta feira (um dia antes da abertura da mostra), enquanto o André me levava pra casa recebemos uma ligação da coordenação do evento, e a moça ao telefone disse que tocaríamos na sexta, às 19h, e que a nossa apresentação seria de 40 min. Ferrou. De 15 min. passamos para 40min.! Era o fim.

Nessas tantas decidimos deixar rolar, iríamos tocar sem ensaio, sem voz, sem senso do ridículo.

Fomos passar o som à tarde, no Sambódromo. Estava rouca e poupava a minha voz, não cantava, só dava as primeiras frases e as deixas das canções
À noite, enquanto meu pai nos levava para a Mostra, no carro, eu estava pura adrenalina, meu coração só faltava sair do peito. Será que eu conseguiria cantar? Será que eu não iria ter uma crise de tosse ou desafinar? Será que eu não iria estragar tudo? Será que o Michel Jackson ainda tem nariz?!
Paramos em uma farmácia e compramos três balas de gengibre e um Halls. Não sei se por efeito placebo ou milagre de Nosso Senhor, eu coloquei tudo na boca, mastiguei e fiquei anestesiada.

Chegando lá cantei, pulei, gritei, erramos quase todas as musicas (rs), mas foi legal. Fizemos 60% do que faríamos se houvéssemos ensaiado e concentrado.

Acabamos, demos uma passeada e fomos embora, estava muito abatida pela semana de estresse psicológico e físico. Havia uma votação pra melhor apresentação de palco, mas não votei em mim, nem minha família, nem meus amigos. Eu só queria descansar, dormir, relaxar. Estava acabada pela semana louca e noites não dormidas.

Foi então que recebi uma ligação, já me casa. A banda AlterEgo (nós), havia ganhado o segundo lugar nas apresentação de palco! O primeiro lugar foi pra uma apresentação de dança folclórica dos professores. Como premiação, ganhamos um teclado musical. Os rapazes da banda estava todos em um rock bar bem longe do Sambódromo, onde ocorria o evento, e também nem imaginavam que havíamos sido tão “curtidos” assim.

Enfim, apesar dos pesares ainda conseguimos ganhar um teclado 0 km, e não fomos apedrejados pelo público, nem escarnecidos pelo contingente escolar. Agradeço à meu pai, minha mãe, especialmente a você (rs), sério, agradeço aos rapazes da bada: Léo (Guitarra), Alecsandro (Baixo) e André (bateria), agradeço à meu pai que nos apoiou, aos meus queridos colegas que pelejaram comigo e me deram palavras de esperança relativas à minha condição vocal na apresentação, e à galera que votou em nós como melhor apresentação de palco, seja lá quem eles forem.

Ah, sim, já ia esquecendo. A Mostra foi linda, os projetos dos alunos da faculdade e do colégio foram brilhantes e interessantíssimos. A culinária, as festas, os costumes, as personalidades, as danças, enfim, todos os temas explorados com riqueza e propriedade. Foi um show. Parabéns à todos que fizeram parte dessa festa.

Depois da trabalhar todas as regiões Brasileiras, fechando agora com a região Sul, ano que vem, nosso rumo será internacional, que nos aguarde a África do Sul!

P.S.: Aí vai o nosso repertório da noite

1 – O Papa é Pop (Engenheiros do Hawaii)

2 – Super Amigo (Cachorro Grande)

3 – Camila, Camila (Nenhum de Nós)

4 – Find me here (AlterEgo)

5 – Sexperienced (Cachorro Grande)

6 – Beatle George (Jupiter Maçã)

7 – Tá tudo bem (AlterEgo)

8 – Você não sabe o que Perdeu (Cachorro Grande)

9 – Infinita Highway (Engenheiros do Hawaii)

Até Mais!

maio 10, 2009

RocK Gaúcho

Posted in 1º Semestre, Exposição de Trabalhos, Luciano Araújo, Sociologia às 9:55 am por Mila Ramos

Prepare-se, Pessoa!

Vem aí a Mostra Cultural da Faculdade SEAMA, nos dias 14 e 15 de Maio lá no sambódromo! Tema: REGIÃO SUL.

Enquanto o professor Luciano Araújo tentava mais uma vez despertar o sociólogo adormecido dentro de cada coração acadêmico, e a turma se esforçava para tentar encontrar os traços da teoria Weberiana nos textos de revistas “Queridos Amigos”, uma pergunta foi lançada pelo Luciano, quebrando a rotina da desesperadora falta de produtividade acadêmica:

– Vocês já inscreveram algum projeto para a Mostra Cultural?

Nesse momento tive uma epifania (é…elas me perseguem), apesar de já haver inscrito o projeto dos estagiários do blog para a cobertura do evento, não havia pensado em apresentar nada, e foi então que a inspiração veio: Vamos apresentar o Rock Gaúcho!

Pra quem não sabe, eu tenho uma banda de rock alternativo, chamada AlterEgo, e um dos integrantes, o super Drummer André, estuda comigo. Fui até ele e comuniquei a nova rokada em potencial. Ele topou no ato.

 Mandamos o projeto, que foi aceito, e estamos esperando pela reunião que decidirá a disposição do som, palco, quantas canções tocaremos e horários.

 O repertório é surpresa! Você terá que ir lá curtir (ou não). Mas vou adiantar que tocaremos Engenheiros do Hawaii (aplausos), Júpiter Maçã (aplausos e assovios), Cachorro Grande (mais aplausos) e Nenhum de nós (aplausos mais fracos, pelo cansaço e energia empregada pelo público às outras ovações).

 Os rapazes da banda não conheciam os Cachorro e nem o Júpiter (que pecado), mas graças à essa mostra o entendimento deles será aberto(rs).

 Espero por você lá!

Ah, quanto ao trabalho de sociologia, revisamos a análise de outros colegas, e entregamos por escrito ao professor, que se encarregará de julgar a análise do colega e a nossa análise da análise. 

 

 Veja os outros projetos que a galera da Comunicação Social presentará na mostra

 

Até Mais

Mila Ramos.    

Blog de Comunicação Social

Posted in 1º Semestre, Comunicados, Estágios às 9:06 am por Mila Ramos

Olá, Pessoa do meu coração,

 

Recentemente fui chamada, juntamente com alguns outros colegas de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, para ser estagiária no Blog coletivo dos cursos de Comunicação Social da Faculdade. Minha missão é ajudar a  movimentar o blog com postagens pertinentes e avisos da coordenação. Faço isso todas as tardes, sob a orientação da professora coordenadora, Roberta Sheibe.

Calma, Pessoa, sei que você está pensando “Quer dizer que no outro blog ela posta todos os dias e esse ela abandonou!” …O quê? Você não pensou isso? É..havia imaginado, mas mesmo assim já pensou como seria legal se eu tivesse essa moral?!

Bom, irei publicar algumas matérias de lá aqui no Por um novo Jornalismo, e vice-versa, ok? Então ta, ficamos combinados. Acompanhe o meu trabalho nesse Blog também, lembrando que ao final do estágio receberei certificado com horas válidas como atividades de extenção. 

Agora pare de arder em ciúmes pela falta de minha exclusividade! O quê? Você também não sentiu isso? Eu também já imaginava…mas já pensou como seria legal se eu tivesse essa moral?!

 

Até Mais!

Mila Ramos

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